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Inea concede licença para instalação de um terminal de GNL no Porto do Açu, no Rio de Janeiro

Inea concede licença para instalação de um terminal de GNL no Porto do Açu, no Rio de Janeiro

 O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro confirmou dia (19) que concedeu uma licença-prévia e de instalação (LPI) à LLX, empresa de logística do grupo EBX, do empresário Eike Batista, para a construção de um terminal de gás natural liquefeito (GNL) no Porto do Açu, no município de São João da Barra, no norte fluminense.

Com a licença, a LLX pode começar a construção do empreendimento, mas não pode colocá-lo em operação porque, para isso, precisará de uma licença específica, informou o Inea por meio de sua assessoria de imprensa. O projeto do terminal foi apresentado e aprovado pelo instituto, que considerou o licenciamento ambiental do empreendimento adequado.

A LLX informou, por meio de nota, que o terminal de GNL permitirá a instalação de um parque termelétrico no porto, o que garantirá “suprimento de energia para todas as empresas que pretendem se instalar no complexo industrial”. O terminal terá capacidade para produção de 10 milhões de metros cúbicos diários de GNL, contará com uma unidade regaseificadora e poderá atender não só à unidade termelétrica da MPX que será construída no porto, mas a empresas que vierem se instalar no local e que usam o GNL como fonte de energia.

O coordenador do Grupo de Estudos de Energia Elétrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel/UFRJ), Nivalde de Castro, disse em entrevista à Agência Brasil que a instalação de um parque termelétrico no Porto de Açu “é muito importante porque amplia e diversifica o mercado de gás no Brasil que hoje ainda é muito concentrado na Petrobras”.

De acordo com o economista, a possibilidade de ter um terminal de gás natural liquefeito amplia a oferta de gás natural no país, “que está relativamente estrangulada. Você tem uma demanda potencial maior que a oferta. E, de certa maneira, ajuda você a ter um mix de preços mais competitivo, já que hoje, basicamente, esse mercado é muito marcado pela posição da Petrobras”, disse Castro. Para ele, a iniciativa também é positiva para o sistema elétrico nacional. “É diversificação da oferta ante a um mercado em que a demanda potencial é muito grande”.

Fonte: Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Edição: Aécio Amado

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