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Mais de R$ 500 mil em dinheiro foram apreendidos em operação da PF

Mais de R$ 500 mil em dinheiro foram apreendidos em operação da PF

Operação Concutare prendeu 18 pessoas no RS e em SC nesta segunda.
Esquema desmantelado envolvia venda de licenças ambientais, diz PF.

A Polícia Federal (PF) divulgou na noite desta segunda-feira (29) o balanço da Operação Concutare, que resultou na prisão de 18 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de venda de licenças ambientais no Rio Grande do Sul. No total, foram apreendidos mais de R$ 500 mil em espécie de três moedas diferentes, além de outras provas.

Segundo a PF, foram apreendidos R$ 468 mil, US$ 44 mil (mais de R$ 88 mil) e € 5.280 (quase R$ 14 mil). Imagens divulgadas pela PF mostram o momento que os agentes encontram dinheiro dentro de um cofre na casa de um dos suspeitos (veja o vídeo abaixo). Segundo o delegado Daniel Madrugada, cerca de R$ 350 mil estavam no carro de um único suspeito.

Também foram feitas buscas na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), no Departamento Nacional de Produção Mineral e nas secretarias estadual e municipal do Meio Ambiente. Os 28 mandados resultaram na apreensão de 22 computadores e notebooks, além de dispositivos de armazenamento de arquivos (pen drives, HDs e mídias), seis armas, diversos cheques e documentos.

Foram presos seis empresários, seis consultores e seis servidores públicos. Entre eles estão o ex e o atual secretário Estadual do Meio Ambiente, Berfran Rosado e Carlos Fernando Niedersberg, respectivamente, e o secretário do Meio Ambiente de Porto Alegre, Luiz Fernando Záchia. Os dois últimos foram afastados e exonerados do cargo.

O nome dos envolvidos não foi divulgado pela PF, já que as investigações correm em segredo de Justiça. No início da noite, 17 dos detidos temporariamente já haviam sido encaminhados para o Presídio Central de Porto Alegre. Um deles permanecia prestando depoimento na carceragem da Superintendência da PF, na capital gaúcha.

A operação envolveu 150 agentes no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Depois de quase um ano de investigação, a PF descobriu fraudes na expedição de licenças ambientais. “Quando um empresário precisava de uma concessão, de uma licença ambiental, ele procurava um despachante, um consultor ambiental, que fazia essa ponte com um servidor público corrupto”, explica o delegado da PF Roger Soares Cardoso.

A investigação identificou práticas de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Além disso, os envolvidos podem ser indiciados por crimes ambientais. “Muitas vezes eles concediam licenças que originalmente não poderiam ser concedidas, uma vez que ainda não estavam concluídos todos os estudos de impacto ambiental, e até em situações em que já se sabia que haveria danos ambientais”, diz o superintende da PF, delegado Sandro Caron.

Segundo a PF e o Ministério Público Federal (MPF), o número de indiciamentos pode superar 50 pessoas, entre empresários, despachantes e servidores públicos. Além dos 18 detidos, mais pessoas estão sendo investigadas. “Teremos um aumento significativo do número de indiciados. Acredito que possa chegar a 50 indiciamentos”, estima o delegado Carsoso.

Advogados dos secretários presos acreditam na liberação dos clientes
O que diz Eduardo Campos, advogado de Carlos Niedersberg

“Estamos ingressando com um pedido de vista junto ao TRF e a partir desses elementos poderemos ter mais informações. Meu cliente está detido, mas esperamos pela soltura após o depoimento dele. Orientamos nossos clientes a não falar nada se não soubermos detalhes da investigação, como é o caso”.

O que diz Rafael Coelho Leal, advogado de Luiz Fernando Zachia
“Até agora não tivemos acesso ao inquérito. Nosso cliente está surpreso e estupefato porque não tem nenhum envolvimento com essa investigação. Nossa esperança é de que ele preste depoimento e seja liberado”.

O que diz Luciano Feldens, advogado de Berfran Rosado
“Está havendo uma situação de constrangimento legal nesse momento com a prisão dele. Estamos buscando informações e apenas depois de consultar o inquérito vamos tomar alguma atitude”.

Fonte: G1/RS

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