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Sema e Fepam apresentam resultados da 8ª semana de monitoramento da qualidade da água do Guaíba

Sema e Fepam apresentam resultados da 8ª semana de monitoramento da qualidade da água do Guaíba

Na oitava campanha de monitoramento ambiental do lago Guaíba realizada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), os resultados apontam que as alterações mais significativas na qualidade da água ocorreram nos pontos 3, 4 e 5, diferentemente das semanas anteriores.

A carga de nutrientes presente nas águas do Guaíba aumentou. Foi verificado que embora o fósforo total e o nitrogênio amoniacal continuem mais elevado nos pontos 1 e 2, suas concentrações dobraram nos pontos 3, 4 e 5. Já a concentração de ortofosfato dobrou em todos os pontos. Estes resultados sugerem a presença de carga de esgotos domésticos em estágio inicial de degradação. Esta condição é reforçada, em parte, pela redução na concentração de oxigênio dissolvido e aumento da quantidade de coliformes termotolerantes, representados pela bactéria E. coli, nos pontos 1, 2 e 3. A razão demanda química de oxigênio (DQO)/demanda bioquímica de oxigênio (DBO), aumentou nos pontos 4 e 5, indicando presença de carga orgânica não-biodegradável. É importante considerar que os pontos 3, 4 e 5 estão situados no trecho do Guaíba que recebe um grande volume de águas provenientes do rio Jacuí onde, neste período, as atividades agrícolas são intensificadas.

A rede de coleta de amostras é formada pelos seguintes pontos: Ponto 1: foz do rio Gravataí; Ponto 2: no lago Guaíba, ao sul da Casa de Bombas nº 5 do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP); Ponto 3: no lago Guaíba, ao sul da Casa de Bombas do Trensurb; Ponto 4: no lago Guaíba, entre o Ponto 3 e o ponto de captação de água do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE) para as Estações de Tratamento de Água (ETA) São João e Moinhos de Vento; e Ponto 5: no lago Guaíba, ao sul do ponto de captação de água do DMAE.

Nesta oitava semana foram analisados os seguintes parâmetros: alcalinidade, cádmio, cloretos, cobre, condutividade elétrica, demanda bioquímica de oxigênio (DBO), demanda química de Oxigênio (DQO), Escherichia coli, ferro total, fitoplâncton, ortofosfato, fósforo total, manganês, níquel, nitrogênio amoniacal, oxigênio dissolvido (OD), pH, profundidade de coleta, sólidos dissolvidos totais, sólidos suspensos totais, temperatura da água, transparência da água, turbidez e zinco.

Ao final das campanhas de monitoramento, será elaborado relatório técnico sobre a qualidade da água do lago Guaíba, contemplando os resultados obtidos nas doze semanas previstas. Em função dos parâmetros analisados, a avaliação terá como referência os padrões estabelecidos na resolução 357/2005 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), especialmente para o uso no abastecimento para consumo humano.

Veja aqui os resultados dos parâmetros físico-químicos e microbiológicos analisados ao longo das quatro campanhas de amostragem realizadas até agora.

Fonte: FEPAM / SEMA
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